domingo, setembro 06, 2015

Manifesto ao Povo Brasileiro

Manifesto ao Povo Brasileiro


Vivemos um momento de crise. Crise internacional do capitalismo, crise econômica e política em vários países vizinhos e no Brasil.
Correm grave perigo os direitos e as aspirações fundamentais do povo brasileiro: ao emprego, ao bem-estar social, às liberdades democráticas, à soberania nacional, à integração com os países vizinhos.

Para defender nossos direitos e aspirações, para defender a democracia e outra política econômica, para defender a soberania nacional e a integraçao regional, para defender transformações profundas em nosso país, milhares de brasileiros e brasileiras de todas as regiões do país, cidadãos e cidadãs, artistas, intelectuais, religiosos, parlamentares e governantes, assim como integrantes e representantes de movimentos populares, sindicais, partidos políticos e pastorais, indígenas e quilombolas, negros e negras, LGBT, mulheres e juventude, realizamos esta Conferência Nacional onde decidimos criar a Frente Brasil Popular.

Nossos objetivos são:

1- Defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras: melhorias das condições de vida, emprego, salário, aposentadoria, moradia, saúde, educação, terra e transporte público!

Lutamos contra o atual ajuste fiscal e contra todas as medidas que retiram direitos, eliminam empregos, reduzem salários, elevam tarifas de serviços públicos, estimulam a terceirização, ao tempo em que protegem a minoria rica. Defendemos uma política econômica voltada para o desenvolvimento com distribuição de renda.

Lutamos contra a especulação financeira nacional e internacional, que transfere para uma minoria, por vias legais ou ilegais, através da corrupção e de contas bancárias secretas, parte importante da riqueza produzida pelo povo brasileiro!
Lutamos por uma reforma tributária que – por meio de medidas como o imposto sobre grandes fortunas e a auditoria da dívida – faça os ricos pagarem a conta da crise.

2.Ampliar a democracia e a participação popular nas decisões sobre o presente e o futuro de nosso país.

Lutamos contra o golpismo – parlamentar, judiciário ou midiático – que ameaça a vontade expressa pelo povo nas urnas, as liberdades democráticas e o caráter laico do Estado!

Lutamos por uma reforma política soberana e popular, que fortaleça a participação direta do povo nas decisões políticas do País, garanta a devida representação dos trabalhadores, negros e mulheres, impeça o sequestro da democracia pelo dinheiro e proíba o financiamento empresarial das campanhas eleitorais!

Lutamos contra a criminalização dos movimentos sociais e da política, contra a corrupção e a partidarização da justiça, contra a redução da maioridade penal e o extermínio da juventude pobre e negra das periferias, contra o machismo e a homofobia, contra o racismo e a violência que mata indígenas e quilombolas!

3. Promover reformas estruturais para construir um projeto nacional de desenvolvimento democrático e popular: reforma do Estado, reforma política, reforma do poder judiciário, reforma na segurança pública com desmilitarização das Polícias Militares, democratização dos meios de comunicação e da cultura, reforma urbana, reforma agrária, consolidação e universalização do Sistema Únnico de Saúde, reforma educacional e reforma tributária!

Lutamos pela democratização dos meios de comunicação de massa e pelo fortalecimento das mídias populares, para que o povo tenha acesso a uma informação plural, tal como está exposto na Lei da Mídia Democrática.

4.Defender a soberania nacional: o povo é o dono das riquezas naturais, que não podem ser entregues às transnacionais e seus sócios!
Lutamos em defesa da soberania energética, a começar pelo Pré-Sal, a Lei da Partilha, a Petrobrás, o desenvolvimento de ciência e tecnologia, engenharia e de uma política de industrialização nacional!

Lutamos em defesa da soberania alimentar e em defesa do meio ambiente, sem o qual não haverá futuro.

Lutamos contra as forças do capital internacional, que tentam impedir e reverter a integração latino-americana.

Convidamos a todas e a todos que se identificam com esta plataforma a somar-se na construção da Frente Brasil Popular.

O povo brasileiro sabe que é fácil sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Mas sabe, também, que sonho que se sonha junto pode se tornar realidade.

Vamos lutar juntos por nossos sonhos!

Viva a Frente Brasil Popular!

Viva o povo brasieiro!

Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, Setembro de 2015

sexta-feira, abril 03, 2015

SOCIÓLOGO AGORA TEM PISO ESTADUAL

LEI Nº 6983 DE 31 DE MARÇO DE 2015/RJ

VIII - R$ 2.432,72 (dois mil, quatrocentos e trinta e dois reais e setenta e dois centavos) - Para administradores de empresas; arquivistas de nível superior; advogados; contadores; psicólogos; V E T A D O ; fonoaudiólogos; fisioterapeutas; terapeutas ocupacionais; arquitetos; engenheiros; estatísticos; profissionais de educação física; sociólogo; assistentes sociais; biólogos; nutricionistas; biomédicos; bibliotecários de nível superior; farmacêuticos; enfermeiros; bombeiro civil mestre, formado em engenharia com especialização em prevenção e combate a incêndio, turismólogo, secretários executivos bilíngües e empregados em empresas prestadoras de serviços de brigada de incêndio (nível superior).

OS SOCIÓLOGOS FORAM INCLUÍDOS NA LEI DO PISO ESTADUAL POR EMENDA PROPOSTA PELA DEPUTADA ENFERMEIRA REJANE – PCdoB

sexta-feira, março 13, 2015

Não ao golpe !!!!!!!


Hoje na Cinelândia em defesa da democracia e dos direitos !!!!! 


segunda-feira, janeiro 05, 2015

Qual a posição do movimento popular organizado ?????

MP afirma que aumento na passagem de ônibus é inconstitucional

Órgão vai instaurar inquérito para tentar deixar tarifa em R$ 3,20. Valor de R$ 3,40 será cobrado a partir de sábado

O DIA
Rio - O Ministério Público do Estado do Rio, por meio da promotoria do Direito do Consumidor, afirmou que o reajuste na tarifa do transporte público intermunicipal é considerado inconstitucional. De acordo com o promotor Rodrigo Terra, um inquérito civil público será instaurado na próxima segunda-feira para investigar os detalhes do aumento para tentar deixar o preço da passagem em R$ 3,20. O valor é obtido, conforme Terra, somente pelo aumento da passagem calculado pelos termos do contrato.
As informações são do RJTV . O reajuste de R$ 3,40 foi anunciado pelo prefeito Eduardo Paes no último dia 30 e vale a partir deste sábado. Segundo Terra, a prefeitura cometeu uma irregularidade ao incluir no cálculo valores adicionais ao reajuste previsto em contrato, como pagamento da instalação de ar-condicionados e de gratuidades. A prática, segundo ele abre "um precedente perigoso e retoma uma velha prática em que a população fica vítima reajustes sem segurança contratual."
Em nota, a Prefeiturra informou que não vai comentar a iniciativa do MP. A Rio Ônibus afirma que que o reajuste anual da tarifa é previsto no contrato de concessão celebrado entre Prefeitura e os consórcios Internorte, Intersul, Santa Cruz e Transcarioca, sendo o valor estipulado pelo Município.

Fonte Jornal O Dia


    quinta-feira, novembro 20, 2014

    Programa Cabeça Pra Cima Igreja, Estado e Sociedade 4

    Participei deste programa representando o Sindicato dos Sociólogos do Estado do Rio de Janeiro. Está dividido em 4 blocos.

    Programa Cabeça Pra Cima Igreja, Estado e Sociedade 3

    Participei deste programa representando o Sindicato dos Sociólogos do Estado do Rio de Janeiro. Está dividido em 4 blocos.

    Programa Cabeça Pra Cima Igreja, Estado e Sociedade 2

    Participei deste programa representando o Sindicato dos Sociólogos do Estado do Rio de Janeiro. Está dividido em 4 blocos.

    Programa Cabeça Pra Cima Igreja, Estado e Sociedade.

    Participei deste programa representando o Sindicato dos Sociólogos do Estado do Rio de Janeiro. Está dividido em 4 blocos.

    segunda-feira, agosto 25, 2014

    QUAL O SENTIDO da MUDANÇA? 2°parte

    No início de mês de agosto escrevi a primeira parte deste artigo, QUAL o SENTIDO da MUDANÇA? No intervalo entre o anterior e este, dois fatos novos ocorreram.
    O primeiro, imponderável, foi o falecimento de Eduardo Campos e a obvia substituição por Marina Silva para disputa presidencial. A consequência foi à rápida ascensão do PSB, que estava na terceira posição, distante do PSDB (segundo colocado), para empate técnico, provocando uma mudança no estável quadro de polarização PT x PSDB.
    O segundo fato, foi o início da campanha na televisão e no rádio. As consequências ainda não foram divulgadas, pelo menos até a publicação deste artigo. Antes da morte de Eduardo a expectativa era que o programa tv aumentasse a vantagem de Dilma para Aécio e a as projeções para os outros candidatos, somadas, não garantissem o segundo turno. Com a alteração abrupta do quadro, todos aguardam as próximas pesquisas para saber se o segundo turno é certo e se alterou a colocação entre Marina e Aécio.
    Enquanto as pesquisas não são publicadas para confirmar ou apontar novas tendências, retomemos o debate sobre o tema central de 2013 até os dias atuais, o sentido da mudança.
    Nunca antes na história das eleições da república brasileira a palavra MUDANÇA teve tamanha importância e densidade como nestas eleições de 2014. Vejamos:
    Em junho de 2013, milhões foram às ruas externalizar suas indignações, ainda que de forma difusa e horizontal. Até hoje este acontecimento provoca diferentes reações e análises sobre suas causas e conseqüências, mas já é possível indicar mudanças significativas que se expressaram nas ferramentas utilizadas para mobilizar as manifestações, na condução dos atos, nas organizações que dirigiram os atos, nos novos grupos que surgiram nas manifestações, no uso deliberado da violência por determinados grupos do movimento e a pergunta que não quer calar: qual a capacidade desse movimento promover mudanças nas eleições de 2014?
    Antes se faz necessário estabelecer um diferencial com as opiniões e ou elaborações sobre as motivações das mobilizações de 2013. Não pactuo com as teses conspiratórias, muito menos as de que o conteúdo das passeatas era contra a Dilma. Uma coisa é o que representa o povo na rua, isto será desenvolvido na continuidade deste artigo, outra coisa é a ação dos meios de comunicação.
    Não é novidade para ninguém que os grandes meios de comunicação de massa cumprem papel na luta política e ideológica e constituem uma força própria no jogo de poder. As perguntas a serem respondidas sempre serão: a serviço de quem, do que e de qual projeto?
    Em nosso país é inequívoco o lado que os meios de comunicação assumiram nos últimos 12 anos, assim como, no último ano se colocou como o porta voz das mudanças “necessárias”. Para isso não mediu esforços no desgaste da imagem do governo LULA e do governo Dilma, com a finalidade de derrotar a mesma e eleger alguém alinhado(a) a sua ideologia política, econômica e social.

    Afim de ajudar nesse objetivo, apoiaram, disputaram ideologicamente as manifestações e de forma indireta incentivaram o uso da violência, buscando criar um ambiente de instabilidade política para desgastar Dilma e seus aliados. Caso exista dúvida sobre isso basta comparar a cobertura e as edições sobre as manifestações em São Paulo e no Rio de Janeiro, a diferença era gritante. Só depois da morte de um profissional da imprensa que os grandes meios de comunicação de massa mudaram sua posição no que diz respeito ao uso da violência por manifestantes. Continua...

    terça-feira, agosto 19, 2014

    Qual sentido da mudança?

    Dentro de uma semana começa a campanha eleitoral na televisão e no radio. Para muitos essa fase da campanha é a decisiva, consolida ou muda os rumos e as tendências eleitorais.
    Participo de campanhas eleitorais desde 1989, época da Frente Brasil Popular, e observei neste período como as eleições em nosso país foram, paulatinamente, assumindo as características das campanhas eleitorais norte americanas, ou seja, o centro do debate é a questão da moralidade, os marketeiros assumiram o controle, os meios de comunicação de massa funcionam como autênticos partidos, crescente insatisfação do eleitorado com índices de abstenção ou voto nulo aumentando de pleito em pleito e pouca nitidez política e ideológica dos partidos.
    Participei também de todos os grandes movimentos de massa de 1989 até a atualidade e neles sempre estiveram presentes as idéias de espontaneidade, sentimentos ante partidos, entre outras correntes de pensamento. O Fora Collor foi, talvez, o prenuncio de que alguma coisa precisava ser mexida. Além dos meios de comunicação disputar palmo a palmo, ideologicamente, os rumos do movimento, já era latente nesta época uma insatisfação com o modo operante do movimento social organizado. Naquele tempo, por mais que existissem divergências, a unidade do movimento era construída na política, e, além disso, as correntes de pensamento hegemônicas no movimento nunca perdiam um debate para turma da negação da política. Hoje o principal argumento utilizado é a truculência, a intimidação, a exclusão do diferente até mesmo a violência.
    Entre 1989 e 2014, entramos na lógica neoliberal e tentamos a muito custo superar. O período Collor introduziu o Brasil na era das privatizações, Itamar deu um freio de arrumação da casa com Plano Real, FHC sacramentou a aplicação do receituário de Washington. Lula em seu primeiro mandato reordenou a casa, no segundo ampliou conquistas sociais e investiu no mercado interno. Dilma conduziu o PAC, realizou a Copa do Mundo, decidiu sobre a aplicação dos recursos do Pré sal e tantos outros avanços importantes.
    Em 2013, apesar de avançarmos muito em 12 anos de governo progressista, milhões foram às ruas demonstrar sua insatisfação. A pergunta é: com o que?
    A resposta de alguns foi caracterizar de “coxinhas” ou afirmar que a classe média tradicional estava na rua para derrubar Governo Dilma e que isso fazia parte de uma conspiração internacional. Não compactuo com essa tese. Acredito ser mais rico para o debate fugir dos estereótipos, ainda mais quando o comando das manifestações trazia uma “mudança”. Essa palavra esta sendo usada pela direita e pela esquerda no processo eleitoral de 2014, é a palavra da moda para tentar interpretar as mobilizações de 2013.
    A direita diz que mudança é derrotar o PT, a esquerda diz que mudança é avançar mais.

    Afinal qual o sentido da mudança? Quem souber responder com mais clareza conquistará o eleitor. Continua...