segunda-feira, agosto 12, 2013
sexta-feira, agosto 02, 2013
O TIRO MAIS CARO DO RIO: A AFRODISCRIMINAÇÃO DE NOSSAS LUTAS
Importante para reflexão.
O TIRO MAIS CARO DO RIO: A AFRODISCRIMINAÇÃO DE NOSSAS LUTAS
Os tiros que atingiram a sede do Afroreggae nesta quinta-feira, não só atingem a luta pela pacificação da cidade, mas ferem a todos nós que encaramos no cotidiano a face mais perversa desses dois lados cruéis: uma polícia corrupta e que criminaliza a pobreza e, por outro lado, o traficante frio e calculista que não poupa nem mesmo sua própria comunidade.
Não devemos, de forma nenhuma, desejar que o Afroreggae seja desestabilizado porque amanhã pode ser nossa vez. Aliás, eu já passei por algo semelhante e sei o quanto dói ser ameaçado.
Entretanto, ao ler no Jornal O Dia desta quinta (01/08/13) que o Afroreggae recebeu R$3,5 milhões da Secretaria Municipal de Cultura fiquei estarrecido. Ou li errado ou os militantes de cultura do Rio de Janeiro não têm munições suficientes para exigirem do Secretario de Cultura do Rio, Sérgio Sá Leitão, uma explicação plausível sobre o por quê desse tratamento especial ao Afroreggae. Será que nós também não somos alvejados? Por que essa afrodiscriminação de nossa luta? Será que o Complexo da Maré não merecia o mesmo tratamento após a chacina de junho último?
Por isso que não atiro mais, vivo em paz sendo cronista social.
Caio Ferraz
Sociólogo, poeta e ativista de direitos humanos
O TIRO MAIS CARO DO RIO: A AFRODISCRIMINAÇÃO DE NOSSAS LUTAS
Os tiros que atingiram a sede do Afroreggae nesta quinta-feira, não só atingem a luta pela pacificação da cidade, mas ferem a todos nós que encaramos no cotidiano a face mais perversa desses dois lados cruéis: uma polícia corrupta e que criminaliza a pobreza e, por outro lado, o traficante frio e calculista que não poupa nem mesmo sua própria comunidade.
Não devemos, de forma nenhuma, desejar que o Afroreggae seja desestabilizado porque amanhã pode ser nossa vez. Aliás, eu já passei por algo semelhante e sei o quanto dói ser ameaçado.
Entretanto, ao ler no Jornal O Dia desta quinta (01/08/13) que o Afroreggae recebeu R$3,5 milhões da Secretaria Municipal de Cultura fiquei estarrecido. Ou li errado ou os militantes de cultura do Rio de Janeiro não têm munições suficientes para exigirem do Secretario de Cultura do Rio, Sérgio Sá Leitão, uma explicação plausível sobre o por quê desse tratamento especial ao Afroreggae. Será que nós também não somos alvejados? Por que essa afrodiscriminação de nossa luta? Será que o Complexo da Maré não merecia o mesmo tratamento após a chacina de junho último?
Por isso que não atiro mais, vivo em paz sendo cronista social.
Caio Ferraz
Sociólogo, poeta e ativista de direitos humanos
segunda-feira, julho 22, 2013
quarta-feira, julho 10, 2013
Não chegamos ao paraíso
"...Têm sido apontados com frequência como principais desafios para a educação brasileira resultantes da nova posição que o país vem alcançando nos últimos anos no cenário político mundial o aumento do nível de escolarização da população e a melhoria do desempenho dos alunos.
Nos últimos anos, o Brasil conseguiu diminuir de forma significativa o número de famílias que vivem em condição de extrema pobreza. Segundo dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas (IPEA ), a proporção da população brasileira vivendo abaixo da linha de pobreza está em forte queda desde 2003. Contudo, o país permanece sendo apontado como um dos mais injustos do mundo. De acordo com o Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (PNUD) , divulgado em julho de 2010, o Brasil tem o terceiro pior índice de desigualdade no mundo. A distância entre pobres e ricos em nosso país permanece abismal, comparando-se com países como Haiti e Tailândia. Essas desigualdades se refletem diretamente na educação. ..." Professora Dalila Andrade Oliveira - UFRJ.
Embora existam pontos que necessitariam ser um pouco mais desenvolvidos, é uma ótima reflexão. Não chegamos ao paraíso. Essa ficha ainda não caiu para alguns.
terça-feira, julho 09, 2013
sábado, julho 06, 2013
quinta-feira, julho 04, 2013
quinta-feira, junho 27, 2013
O perfil do manifestante
Antes de qualquer adjetivação ou
carimbo nas manifestações é importante conhecer seu perfil. Pesquisa* realizada
pela Comunicação Interativa e Plus Marketing, pode nos dar informações iniciais
para alguns ensaios mais consistentes sobre as manifestações que ocorrem em
nosso país. Vamos aos números.
A média de idade foi de 28 anos.
Este cidadão ou cidadã em 1992, no Impeachment do Collor, tinha sete (7) anos
de idade. Quando Lula foi eleito pela primeira vez, em 2002, este mesmo cidadão
ou cidadã tinha dezessete (17) anos. Supondo que estes jovens tenham se
alistado eleitoralmente aos dezesseis anos, é possível começar a construir uma
primeira hipótese para reflexão. Esta geração não viveu as grandes mobilizações
da década de 80 e 90, ou seja, não viu e nem participou da luta contra a
ditadura, não viu nem participou das manifestações pelas Diretas já, não viu
nem participou das mobilizações da Constituinte de 1988, não viu nem participou
das mobilizações da primeira eleição livre e direta de 1989, não viu e nem
participou das lutas contra as privatizações. Esta geração começou a ter
contato com as ebulições da sociedade brasileira no final do segundo mandato de
FHC e a primeira eleição de Lula.
Cabe ressaltar desde Já a questão
da média de idade, quanto mais baixa for, mais distante fica essa geração dos
episódios indicados. Estes, só tiveram contato pelos livros escolares.
A primeira eleição de Lula trazia
a carga das lutas pela redemocratização e a bandeira da ética na política. A
geração que hoje toma as ruas inicia o exercício de sua cidadania neste
momento.
Outra caraterística importante
foi o instrumento de circulação da informação e de mobilização. Oitenta por
cento (80%) soube da manifestação pelas redes sociais na internet, desses,
noventa por cento (90%) se informou sobre a passeata no Facebook.
Nas bandeiras que surgiram a
divisão ficou assim: 34,8% Passe Livre, 21,8% contra corrupção, 18,4% melhorias
na educação, 16,6% melhorias na saúde e 8,4% contra a PEC 33 e 37.
Não sou responsável pelos
resultados da pesquisa e também não conheço as metodologias utilizadas, mas
como eu estive presente nas manifestações avalio que os números não estão muito
longe da realidade. Não estou publicando uma analise completa nem muito menos
concluída, apenas primeiras impressões.
Vem mais por ai: O que esta em
jogo?, Reforma política: Qual e como?, Vandalismo, Democratização dos Meios de
Comunicação, Disputa pelos rumos do movimento, movimento tradicional x
movimento horizontal, entre outros assuntos instigantes. Vamos às ruas.
*pesquisa realizada na
manifestação de 20 de junho de 2013 no Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro, 27 de junho de
2013
quinta-feira, maio 02, 2013
100% dos ROYALTIES para EDUCAÇÃO
Agora eu quero ver ficar só no discurso. Senadores e deputados vão ter que aprovar. E vai ter que aprovar esse ano. Se jogar para depois de 2014 é golpe de 500 picaretas. Essa pode ser a bandeira com capacidade de mobilização popular deste ano.SaudaçõesVamos a luta.
segunda-feira, dezembro 31, 2012
Feliz Ano Novo
Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
sexta-feira, outubro 26, 2012
O artigo de FHC e as eleições 2012 – 2°parte
A polarização PT x PSDB marcou os
últimos 16 anos o processo eleitoral brasileiro. O PT, com o discurso da
herança maldita dos tucanos, construiu alianças e acumulou vitorias eleitorais
que deram novo contorno ao quadro partidário no país.
Pelos dados publicados pelo
ESTADÃO*, o PSDB, ainda que eleja todos seus candidatos no 2°turno das eleições
de 2012, já sairá menor do que entrou. Com 791 prefeituras em 2008, elegerá no máximo 709. Confirmado o resultado de SP favorável ao PT a
derrota ganhara mais peso, maior simbolismo diante da tática moralista dos
tucanos, explicitada “brilhantemente” por FHC em seu artigo. Se a pretensão era
manter a polarização com PT nacionalmente e principalmente na capital de SP, o tiro
pode ter saído pela culatra. Está polarização pode não se reproduzir em 2014,
porém muita agua vai passar por baixo dessa ponte. Os tucanos ainda não
enxergaram que esta tática ajuda mais ao PT do que a oposição. Em SP é mais fácil
derrotar o PSDB no 2°turno do que o PRB e o PT enxergou isso.
O DEM não precisa ser analisado
com profundidade, os números falam por si. De 496 prefeituras conquistadas em
2008, só elegera 276 em 2012, no máximo. Outros partidos da oposição de direita
também reduziram o numero de prefeituras em 2012.
A novidade da eleição é o
crescimento do PT, PSB e PCdoB, principalmente do PSB. Continua...
*http://estadaodados.com/html/eleicoes2012/#titulo
*http://estadaodados.com/html/eleicoes2012/#titulo
segunda-feira, setembro 10, 2012
O artigo de FHC e as eleições 2012 - 1°Parte
Fiquei refletindo sobre o artigo
de FHC, atacando a herança do governo LULA, publicado no jornal O Globo e no
Estadão, semana passada, e sobre a resposta da Presidente Dilma. Minha indagação
do por que FHC teria assumido tal papel, começou a encontrar respostas não no
artigo em si, mas na tentativa de interpretação do texto, examinar melhor sobre
as entrelinhas e o sentido geral do
fato.
Observando o quadro das eleições
nas capitais, em particular de São Paulo, é fácil perceber porque FHC entrou na
disputa aumentando o grau de ataque ao PT.
Em SP, o crescimento de
Russomanno (PRB), o crescimento de Haddad (PT) e a queda de Serra(PSDB) apontam uma tendência
dos TUCANOS estarem fora do 2°turno, ou seja, fora da disputa da principal
capital do país. Outra observação interessante é o quadro das disputas nas outras
capitais. Onde o PSDB disputa para ganhar?
A politica nacional, nos últimos 18
anos, esteve marcada pela polarização tucanos x petistas. As eleições
municipais de 2012 começam a desenhar um novo quadro politico, uma nova
polarização.
Uma vez se confirmando as tendências
das pesquisas no dia 07 de outubro, a polarização não será mais com o PSDB e
sim com os partidos da base de sustentação.
Ainda que PSDB e DEM elejam
prefeituras pelo país, a derrota nos principais centros políticos cria as
condições para construção de outro eixo de polarização. Pela esquerda o
crescimento do PSB, do PCdoB e do PDT, não incomodará apenas a direita, mas também
ao próprio PT. A polarização PSDB x PT interessa aos tucanos, assim como
interessa também ao PT. Continua...
domingo, setembro 09, 2012
Na capital tem peso 2
Está outra matéria publicada no portal do PCdoB, recentemente, é bastante ilustrativa para o Estado do Rio de Janeiro que pode ter um resultado expressivo no geral, mas ficar a desejar na capital. Não podemos nos bastar com um único vereador, seja quem for. Nosso objetivo deve ser continuar pela busca da ampliação da bancada, nossa chapa tem condições para isso. Nesta reta final a autofagia não vai ajudar ao partido. Recomendo, pelo menos, essa parte extraída do texto original.
"...Em todo o país, a projeção do Partido é a eleição de mil vereadores. Nas capitais, a perspectiva é que os candidatos comunistas conquistem até 50 mandatos. O dirigente afirma que o objetivo da legenda é eleger no mínimo um vereador em cada capital. O número pode chegar a quatro em cidades como Salvador (BA), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Recife (PE), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). “As capitais têm uma importância particular pelo papel que jogam na política local. Isso aumenta a capacidade do PCdoB nesses grandes polos políticos.”
Walter faz um apelo para a importância do momento e atual e conclama o coletivo partidário – dirigentes, militantes e candidatos – a participarem ativamente do processo eleitoral em curso. “Esses trinta dias de campanha é que definem esse futuro porque o povo ainda não está suficientemente concentrado nas eleições de vereadores. Esse esforço é basicamente de mobilizar a militância e os apoiadores para que desenvolvam um amplo trabalho de corpo a corpo em torno dos votos dos vereadores. Nada substitui o trabalho militante e o PCdoB é uma força combativa, unida e presente nos movimentos sociais.”..."
"...Em todo o país, a projeção do Partido é a eleição de mil vereadores. Nas capitais, a perspectiva é que os candidatos comunistas conquistem até 50 mandatos. O dirigente afirma que o objetivo da legenda é eleger no mínimo um vereador em cada capital. O número pode chegar a quatro em cidades como Salvador (BA), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Recife (PE), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). “As capitais têm uma importância particular pelo papel que jogam na política local. Isso aumenta a capacidade do PCdoB nesses grandes polos políticos.”
Walter faz um apelo para a importância do momento e atual e conclama o coletivo partidário – dirigentes, militantes e candidatos – a participarem ativamente do processo eleitoral em curso. “Esses trinta dias de campanha é que definem esse futuro porque o povo ainda não está suficientemente concentrado nas eleições de vereadores. Esse esforço é basicamente de mobilizar a militância e os apoiadores para que desenvolvam um amplo trabalho de corpo a corpo em torno dos votos dos vereadores. Nada substitui o trabalho militante e o PCdoB é uma força combativa, unida e presente nos movimentos sociais.”..."
segunda-feira, agosto 27, 2012
Carreata de Edmilson e Panzera levaa 2,5 mil carros às ruas - Portal Vermelho
Carreata de Edmilson e Panzera levaa 2,5 mil carros às ruas - Portal Vermelho
Isso deve dar arrepios no meu Estado.
Isso deve dar arrepios no meu Estado.
terça-feira, março 27, 2012
Educação para uma nova sociedade
Educação para uma nova sociedade*
23 de março de 2012 às 11:02
Da implantação da República, em 1889, até a Constituição Federal, em 1988, o avanço da escola pública no Brasil não foi contínuo, pois esteve marcado pelo fardo da escravidão e pelos traços de uma sociedade patrimonialista. Assim, em quase cem anos de República, a educação permaneceu prisioneira das condições de produção e reprodução do subdesenvolvimento nacional.Até a década de 1940, por exemplo, as possibilidades de inclusão dos filhos de negros na escola pública eram quase nulas, tanto assim que a parcela significativa dos analfabetos do país do início do século XXI possui mais de 55 anos de idade e não são brancos. Ao mesmo tempo, a apropriação patrimonialista do Estado por estritos segmentos sociais transformou a boa escola pública em quase exclusividade de reprodução de uma elite branca, sem conceder possibilidades para a universalização do acesso a toda população.Com a aprovação da Constituição Federal após a transição da ditadura militar (1964 – 1985) para o atual regime democrático, a educação pública ganhou relevância. Mas isso se deu associado à necessária garantia de recursos orçamentários, o que permitiu rapidamente ao país alcançar a universalização do acesso ao ensino fundamental.Neste novo contexto constitucional de estruturação do Estado de bem-estar social no Brasil, assistiu-se ao avanço da cobertura social para praticamente todos os segmentos vulneráveis da população, como crianças e adolescentes (Estatuto da Criança e Adolescente – ECA), idosos e portadores de necessidades especiais (reconfiguração do sistema de aposentarias e pensão), pobres (programas de transferências de renda, como o Bolsa Família), desempregados (seguro desemprego), entre outros. Com isso, os indicadores sociais passaram a apontar melhoras inegáveis, não obstante os enormes constrangimentos impostos pelo predomínio das políticas neoliberais desde o final da década de 1980.Os avanços sociais não foram, contudo, plenos. O segmento juvenil, por exemplo, permaneceu à margem, sendo somente mais tardiamente objeto de maior intervenção de políticas públicas. Mesmo assim, de forma parcial e incompleta, a começar pelo programa Agente Jovem do final dos anos 1990, passando pelo fracasso do programa Primeiro Emprego do início da década de 2000, até chegar ao mais estruturado programa governamental Pró-Jovem.Tendo em vista o enorme desafio atual de conceder maior atenção à problemática da inclusão juvenil no Brasil, torna-se fundamental a temática educacional, especialmente aquela atinente às condicionalidades que afetam a trajetória das condições de vida do segmento social de 16 aos 24 anos de idade. Inicialmente, percebe-se que, dos 29,3 milhões de jovens na faixa de 16 a 24 anos de idade, somente 32,4% mantinham-se afastados do mercado de trabalho no ano de 2008. Deste universo de 9,5 milhões de jovens inativos, 59% somente estudavam, enquanto 41% não estudavam, não trabalhavam e nem procuravam trabalho (3,9 milhões).A maior parte dos jovens de 16 a 24 anos encontrava-se ativa no interior do mercado de trabalho (19,7 milhões), sendo 16,7 milhões ocupados e 3 milhões na condição desempregados (15,2%). Dos que trabalhavam, somente 31,7% estudavam (5,3 milhões), indicando que a maior parte que se encontra ocupado não consegue estudar (11,4 milhões). No caso dos desempregados, 40% frequentavam escola (1,2 milhão) e 60% não estudavam (1,8 milhão).Resumidamente, constata-se que, da população de 16 a 24 anos de idade, somente 11,8 milhões (40,2%) estudavam em 2008. Deste universo, 47,5% (5,6 milhões) não trabalhavam nem procuravam trabalho (inativos), 44,9% (5,3 milhões) estavam ocupados e 10,2% (1,2 milhão), desempregados. Em relação aos jovens que não frequentavam escola (17,5 milhões), 65,1% trabalhavam (11,4 milhões), 22,2% não trabalhavam e nem procuravam trabalho (3,9 milhões) e 10,3% estavam desempregados (1,8 milhão). Para os 29,3 milhões de jovens na faixa de 16 a 24 anos de idade, a renda média familiar per capita era de R$ 512,70 ao mês em 2008.Mas para os jovens inativos que só estudavam, a renda média familiar per capita era de R$ 633,20 ao mês (23,5% superior à renda média). Já para os jovens inativos que não estudavam, a renda média familiar per capita era de somente R$ 309,60 ao mês em 2008 (39,6% inferior à renda média). No caso dos jovens ocupados que estudavam a renda média familiar per capita era de R$ 648,70 ao mês em 2008 (26,5% superior à renda média). Os jovens ocupados que não estudavam registraram renda média familiar per capita era de R$ 492,20 ao mês em 2008 (4% inferior à renda média).Por fim, entre os jovens desempregados que estudavam a renda média familiar per capita era de R$ 486,80 ao mês em 2008 (5,1% inferior à renda média), enquanto para os jovens desempregados que não estudavam a renda média familiar per capita era de R$ 320,20 ao mês em 2008 (37,6% inferior à renda média). Neste quadro, parece não haver dúvidas que a trajetória educacional do segmento de 16 a 24 anos de idade encontra-se diretamente vinculada ao nível de renda.Quanto menor a renda per capita familiar, maior a dificuldade de continuar ativo na educação. Não obstante os avanços necessários em termos de universalização do acesso educacional relativo ao ensino médio e superior, bem como a elevação da qualidade do ensino, há o tema estruturante da desigualdade de renda. Sem resolver isso, os discursos em favor da educação podem continuar sendo apenas retórica, sem efetividade para a totalidade dos jovens brasileiros.
*Artigo de Marcio Pochmann
*Artigo de Marcio Pochmann
quinta-feira, novembro 03, 2011
BOCA de BRASA
Gregório de Matos Guerra (Salvador, 23 de dezembro de 1636 — Recife, 26 de novembro de 1695), alcunhado de Boca do Inferno ou Boca de Brasa, foi um advogado e poeta do Brasil Colônia. É considerado o maior poeta barroco do Brasil e o mais importante poeta satírico da literatura em língua portuguesa, no período.
A alcunha boca do inferno foi dada a Gregório por sua ousadia em criticar a Igreja Católica, muitas vezes ofendendo padres e freiras.
A pretenção é fazer deste espaço um espaço crítico e aberto para participação de todos.
Aqui não terá censura.
saudações
JC Madureira
A alcunha boca do inferno foi dada a Gregório por sua ousadia em criticar a Igreja Católica, muitas vezes ofendendo padres e freiras.
A pretenção é fazer deste espaço um espaço crítico e aberto para participação de todos.
Aqui não terá censura.
saudações
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